segunda-feira, 6 de junho de 2011

DANÇA AFRO NAS ESCOLAS


A aprovação da Lei 10.639/2003 acompanha a necessidade de refletir sobre a história do negro no Brasil e sua influência na sociedade, sendo a arte um dos legados deixados no Brasil pelas sociedades africanas, é oportuno fomentar, aos profissionais da área das Danças Afros, uma discussão entorno das necessidades para a sua aplicabilidade, avaliar as produções, gerar políticas públicas, e conhecer as diversas possibilidades de métodos explicativos e demonstrativos que vêm surgindo para o ensino das Danças Afros nas escolas e espaços culturais, refletindo sobre estas, como atividades de cultura corporal, histórica e social.
É com este intuito que realizaremos o Encontro “Dançando Nossas Matrizes: um diálogo entre as Danças Afros brasileiras”, evento que pretendente reunir em um só espaço professores, estudantes, pesquisadores e interessados a discutir as Danças Afros na Bahia. Para tanto, venho por meio deste convidar-los para participar deste encontro, será realizado no Espaço Xisto Bahia e no quadrilátero da Biblioteca Central - Barris, nos dias 7, 8 e 9 de junho de 2011, das 08h as 21h00, onde serão realizados: debates, oficinas de artes, apresentação de espetáculos e realização de shows musicais, programação que será oferecida totalmente gratuita para a população.

PROGRAMAÇÃO

Dia 07/06/11 (Matutino)
Foyer
• 08:00h - Café Cultural
• 08:40h – Formação e abertura da mesa
• 09:00h – Abertura do encontro

Tema da mesa: “Necessidades e Aplicação das danças de matrizes africanas nas Escolas de Dança da Universidade Federal da Bahia e Fundação Cultural do Estado”.
Mediador: Professor, Doutor Jaime Sodré da Universidade do estado da Bahia - UNEB
Convidados:
• Elisabeth Rangel – Diretora da Escola de Dança da Funceb
• Leda Muhanna – Diretora da Escola de Dança da Ufba
• Marilza Oliveira – Professora, Coreografa.
• Silvia Rita – Professora, Coreografa, Dançarina
10:30h – Bloco de Perguntas
11:30h – Considerações e Finalizações
12:00h – Intervalo
Salas de Aulas
Dia 07/06/11 (Vespertino)
Oficina de Dança Afro - Professor: Pakito Lázaro Das 14:00h ás 15:30h.
Oficina de Dança Afro - Professora: Nildinha Fonseca Das 15:30h ás 17:00h.
Foyer
Oficina de Estética Afro, Trançado, Turbante e Amarração: Tulany, Dete Lima. Das 14:00h ás 17:30h.
18:00h - Retirada dos ingressos na bilheteria para acesso aos espetáculos.
Dia 07/06/11 (Noite)
19:00h – Intervenções Artísticas
Corpo Sísmico
Lonan: Lucinete Araújo
Caminho: Deise Gabriele, Elivan Nascimento e Noelson
Teatro
19:20h – Sala Principal
Matrizes - Performance Musical
Balé Folclórico da Bahia
20:00h – Encerramento do Dia
(Show)
Portela Açúcar e Banda 6x8
Foyer
Dia 08/06/11 (Matutino)
• 09:00h - Abertura dos Trabalhos
• 09:10h – Formação e abertura da mesa
Tema da mesa: “As Danças “Afros” nas Escolas Públicas: Lei 10639/2003.”
Mediador: Professora, Vanda Cruz - coordenadora geral do Fórum de Quilombos Educacionais da Bahia -FOQUIBA
Convidados:
• Makota Valdina Pinto - Educadora
• Arany Santana – Educadora e Diretora do Bloco Afro Ilê Aiyê
• Stael Machado – Arte educadora, Artista Plástica e Psicanalista Clínica

10:30h – Bloco de Perguntas
11:30h – Considerações e Finalizações
12:00h – Intervalo
Salas de Aulas
Dia 08/06/11 (Vespertino)
Oficina de Dança Afro - Professor: Zé Ricardo Dás 14:00h ás 15:30h.
Oficina de Dança Afro - Professor: Tatiana Campêlo Dás 14:00h ás 15:30h.
Foyer
18:00h - Retirada dos ingressos na bilheteria para acesso aos espetáculos.
Dia 08/06/11 (Noite)
19:00h – Intervenções artísticas
Sala do Coro - Bruno
Grupo Quimtaci, Lino – (Solo)
Sorria Você esta na Bahia - Norma Santana
Teatro
19:20h – Sala Principal
Yabás
Nancy Neves
Corpos Atraídos
Agnaldo e Lucas
Quadrilátero – Biblioteca Central
20:00h – Encerramento do Dia (Show)
Banda Maria Coisa – Show: Outra Vez Marinez
Foyer
Dia 09/06/11 (Matutino)
• 09:00h - Abertura dos Trabalhos
• 09:10h – Formação e abertura da mesa
Tema da mesa: “ Danças “Afros”: memórias, métodos e práticas.”
Mediador: Coordenador dos cursos livres da Escola de dança – FUNCEB, Professor, bailarino e coreografo Matias Santiago.
Convidados:
• Mestre King – Precursor das Danças Afro na Bahia
• Negrizu – Bailarino, professor de dança afro da Fundação Pierre Verger
• Clyde Morgan – Bailarino, coreógrafo e professor de dança
• Robson Correia – Coreógrafo e professor de dança afro da Funceb
• Jackson Pinto – Professor de dança e criador do método Afro-Clássico
10:30h – Bloco de Perguntas
11:30h – Considerações e Finalizações
12:00h – almoço
Salas de Aulas
Dia 09/06/11 (Vespertino)
Oficina de Dança Afro - Professor: Mestre King Das 14:00h ás 15:30h.
Oficina de Dança Afro - Professor: Negrizu Das 15:30h as 17h.
18:00h - Retirada dos ingressos

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Hereros Angola


Pouquíssimas pessoas conhecem tão bem Angola quanto o fotógrafo pernambucano Sérgio Guerra. Responsável pela comunicação do governo angolano, há quase 15 anos ele vive na ponte-aérea Salvador-Luanda. Daí nasceu uma relação de amor profundo com o país africano, dando origem a um dos mais completos registros fotográficos das 18 províncias angolanas e de suas populações, o que resultou em cinco livros. O mais recente, Hereros, é aquele no qual Guerra aprofunda seu olhar sobre a cultura daquele país e a matéria prima para a grande e inédita exposição ‘Hereros Angola’, com cerca de 100 fotos selecionadas pelo artista plástico e curador Emanoel Araujo.
Após ter sido realizada em Luanda e Lisboa, em 2009, com ampla repercussão, a mostra Hereros Angola ganha novos contornos e dimensão maior para exibição em São Paulo. Sérgio Guerra realizou mais viagens ao deserto do Namibe, produziu novas fotos, fruto do estreitamento das relações com os Hereros. Além das fotografias, em diversos formatos, algumas plotadas em grandes formatos, a mostra inclui uma cenografia que reúne vestimentas, adereços e objetos de uso tradicional e ritualístico da etnia. Hereros – Angola traz ainda vídeos de depoimentos colhidos entre os sobas (líderes), mulheres e jovens sobre a sua cultura e a forma como encaram a vida. Parte integrante da mostra são cantos ritualísticos captados entre estes povos. O repertório de imagens, depoimentos e sons reunidos levarão o expectador ao universo destes pastores de hábitos seminômades, que são exemplo da perpetuidade e resistência de uma economia e cultura ancestrais ameaçadas pelo acelerado processo de modernização e ocidentalização dos países africanos. A realização da mostra em São Paulo, no Museu Afro Brasil, ao tempo em que homenageia Angola de forma peculiar, fecha a triangulação entre África, Portugal e Brasil, bases da formação cultural do povo brasileiro.

O autor - Fotógrafo, publicitário e produtor cultural, Sérgio Guerra nasceu em Recife, morou em São Paulo e no Rio de Janeiro, até se fixar na Bahia nos anos 80. A partir de 1998, passou a viver entre Salvador, Rio de Janeiro e Luanda, onde desenvolve um programa de comunicação para o Governo de Angola. Em suas constantes viagens pelo país, testemunha momentos decisivos da luta pela paz e reconstrução, constituindo um dos mais completos registros fotográficos das 18 províncias angolanas.

Dia: 12 de maio
Hora: 19h30
Local: Museu Afro Brasil – Parque Ibirapuera (Portão 10)
Classificação: Livre
Grátis

sábado, 27 de novembro de 2010

Lançamento do livro Desconstruindo a discriminação do negro no livro didático



No dia 26 de novembro, a partir das 16h30, será lançado o livro Desconstruindo a discriminação do negro no livro didático, da autoria de Ana Célia Silva. A publicação, da Editora da Universidade Federal da Bahia, terá o lançamento realizado no Pestana Bahia Hotel e a entrada será gratuita.

As relações sociais na escola ainda refletem as consequências do recalque das diferenças internalizado por muitos alunos e professores. A denúncia da discriminação racial na educação tem sido anulada nas escolas através da negação e silêncio perante os rituais racistas cotidianos na vida escolar. Essa tarefa não é restrita aos negros, ela exige a participação de todos os setores democráticos da sociedade.

A segunda edição do livro Desconstruindo a discriminação do negro no livro didático objetiva oferecer condições para que educadores e educadoras possam utilizar o livro didático de forma crítica, transformando-o em um instrumento gerador de consciência reflexiva. Desconstruir a ideologia que desumaniza, contribui para o processo de reconstrução da identidade étnico-racial e da autoestima da criança negra, com efeitos positivos para a sua aprendizagem e sua interação social.

SERVIÇO

O quê: Lançamento do livro Desconstruindo a discriminação do negro no livro didático, da autoria de Ana Célia Silva
Quando: 26 de novembro de 2010, a partir das 16h30
Onde: Pestana Bahia Hotel, Rua Fonte do Boi, nº 216 - Rio Vermelho
Preço do livro: R$ 25,00
Preço do livro (Lançamento): R$ 20,00

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Lançamento da Cartilha Revolta dos Malês : a saga dos mulçumanos baianos


A Escola Olodum lança no dia 17 de novembro, às 16 horas, em sua sede no Pelourinho, a cartilha “Revolta dos Malês - A saga dos muçulmanos baianos”.

Venha pegar gratuitamente o seu exemplar que de forma lúdica, nos traços do cartunista Mauricio Pestana, retrata o episódio histórico (Revolta dos Malês) nem sempre presente nos livros didáticos, mas que se soma a muitos outros fatos que demonstram a coragem, a determinação e a capacidade dos negros de se insurgirem contra a exploração e a opressão.

Esperamos você!

Escola Criativa do Olodum
Rua das Laranjeiras, 30, Pelourinho, Centro Histórico , Salvador - Bahia Cep: 40.026.230 Tel/Fax: 71 33218069
E-mail: escolaolodum@uol.com.br
www.blogescolaolodum.com.br
www.myspace.com/bandaolodummirim

domingo, 24 de outubro de 2010

I Fórum Internacional de Educação, Diversidade e Identidades




Entre os dias 25 de outubro e 18 de novembro, estarão abertas inscrições gratuitas para o I Fórum Internacional de Educação, Diversidade e Identidades – Gênero, Raça e Educação nos Países da Diáspora depois de Durban, através do site www.fiedi.com.br.

O evento, dirigido a professores da rede pública municipal e pessoas ligadas a entidades que atuam nas áreas relacionadas ao tema, acontecerá nos dias 25, 26 e 27 de novembro, no Hotel Pestana (Rio Vermelho).

Os organizadores pretendem reunir cerca de 500 pessoas do Brasil, da Nigéria e dos Estados Unidos em torno de mini-cursos, workshops, mesas de discussões, exposição, lançamento de livros e show de encerramento, onde o tema central será a intersecção de gênero-raça e educação.

Promovido pela Secretaria Municipal de Educação (Secult), através do Fundo Municipal para o Desenvolvimento Humano e Inclusão Educacional de Mulheres Afrodescentes (Fiema) e Coordenadoria de Ensino e Apoio Pedagógico (CENAP), o evento foi idealizado pela Tsedakah – Tecnologia e Humanidades.

Com o Fórum, a Secult pretende multiplicar as discussões e os resultados dentro da rede municipal de educação. Para tanto, todas as propostas retiradas resultarão em recomendações, que nortearão as políticas públicas na capital baiana. “Nosso objetivo é promover a superação das discriminações, sejam elas da ordem do racismo, sexismo ou homofobia”, frisou o secretário Carlos Soares.